Voltei! + futuro do blog + ensaio fotográfico

julho 28, 2017

OLARRRRRR! 0/ (acho que se eu começasse este post de outra forma, me sentiria menos eu, rs) Eu não vou dizer que talvez vocês tenham esquecido da existência deste blog, já que imagino que a grande maioria de quem está lendo isso (pelo menos na data ou perto da data de publicação desse post) é amigo meu, ou colega, ou familiar, ou alguém que me acompanha pelas redes sociais e gosta muito de mim, e essas pessoas sabem que eu já vinha planejando este comeback não é de hoje… Mas, ei!, caso você aí que não faz parte do meu círculo social e que já me acompanhava, se estiver me lendo agora, saiba que tá tudo okay caso o endereço papodematheus.com tenha saído da sua busca, afinal foram mais de OITO MESES afastado da blogosfera e, siam, eu tô completamente ciente disso (acreditem)!

Pra começo de conversa, eu gostaria de dizer e de deixar claro que eu não tô aqui pra entupir vocês de justificativas pelo meu sumiço (o mais longo que esse blog já documentou, com toda a certeza), que foi exatamente o que eu fiz quando sumi da última vez, mas não me condeno, eu realmente senti a necessidade de explicar todos os meus motivos como o fiz naquele momento. Porém a questão é que agora nem caberia repetir tal feito, mesmo porque, apesar de muitos dos motivos que propiciaram meu sumiço da outra vez se aplicarem também a essa última ocorrência (como a questão do bloqueio e possíveis TOCs de escrita/leitura, por exemplo), somado à preguiça e à procrastinação de sempre, tudo foi motivado principalmente pelo fato de eu não estar priorizando o blog. Eu estava ocupado demais vivendo. Tinha muita coisa acontecendo na minha vida. Ainda tem muita coisa acontecendo na minha vida.

É louco pensar no tanto de coisa que aconteceu e no quanto minha vida mudou ao longo dos últimos oito meses, é quase como se estivesse sentado aqui escrevendo pra vocês um outro Matheus. Um Matheus que manteve a mesma essência de sempre, mas que ganhou vivências e adquiriu experiências completamente diferentes. Só pra vocês terem um mínimo de noção do que eu tô falando: desde novembro, que foi quando fiz minha última aparição por aqui, eu tive que aprender a lidar com uma dinâmica de lar totalmente diferente da que fui imerso minha vida inteira, morando com minha mãe, agora morando com meu pai – com quem, de quebra, tive que administrar toda uma desconstrução de relação, e criar uma nova, com todos os seus altos e baixos; assumi a minha verdadeira orientação sexual pra mim mesmo bem como pros meus amigos e familiares mais próximos, que apesar de toda a ansiedade e expectativa gerada, foi simplesmente uma das coisas mais maravilhosas e libertadoras que já fiz em toda a minha vida; tive uma forma de se relacionar com as pessoas, no âmbito amoroso, alterada de ponta-cabeça, e ainda, no meio de tudo isso, dar conta dos meus picos e quedas de autoestima; comecei a faculdade de Jornalismo pela segunda vez, mas pela primeira me senti completamente encontrado academicamente falando (o que absolutamente não quer dizer que eu não tenha passado por dificuldades e perdas ao longo do primeiro semestre cursado); virei rato de balada e de shows da Pabllo Vittar (sou muito vittarlover, siammm! Haha) e passei a ter uma vida social badaladíssima sem precedentes; adquiri mais autonomia pra resolver algumas coisas por conta própria, sem contar muito com pai e mãe; criei um novo círculo de amizades, assim como conheci pessoas incríveis, que sinceramente gostaria de ter conhecido bem antes.

E não, amigos, as mudanças e novidades não param por aí… Muito pelo contrário, by the way. Neste exato momento, me encontro em meu último dia de férias em Salvador (tô aqui desde o último dia 30 e o mês foi recheado de momentos incríveis <3), me preparando para iniciar o segundo semestre da faculdade e, o que mais tem me deixado ansioso nos últimos dias, para me mudar da casa do meu pai para dividir um apê com três amigas, coisa essa que eu não esperava acontecer tão cedo, mas já será concretizada assim que eu voltar pro Rio agora(!!!)! A mudança em si é em prol principalmente de uma questão de logística, já que morando em Campo Grande, na casa do meu pai, eu gastava cerca de cinco FUCKING horas por dia pra ir e voltar da faculdade, enquanto que morando nesse apê em Botafogo, eu vou passar a gastar uma hora (ou menos) de ida/volta, o que certamente me possibilita render muito mais ao longo do dia. Com isso, meus próximos meses serão uma loucura, sobretudo esse mês de agosto, levando em conta que terei de remanejar todas as minhas atividades e compromissos, toda a minha vida mesmo, de um bairro para o outro (e, como já deu pra perceber, são bairros beeem distantes entre si). Mas cês nem conseguem imaginar o quanto eu tô feliz e animado com isso, meu sinhô! AAAAAAAAA \0/

Voltando à pauta do blog, eu penso que tudo é uma questão de sentir ser o momento certo, e também de enfrentamento, e embora minha vida esteja um caos (não no sentido negativo da palavra, mas sim de estar mega movimentada mesmo), eu senti que esse era o momento certo de voltar, e aqui estou eu, rs! Eu acho que esses meses longe do blog (longe em termos de atualizações né, porque vira e mexe eu dava uma passadinha por aqui, rs), apenas vivendo e aprendendo a lidar com todas essas situações novas, realmente me fizeram bem, mas eu estaria mentindo descaradamente se dissesse que não morri de saudade de compartilhar tudo isso com vocês aqui, que, como eu nunca canso de dizer, continua sendo o meu cantinho favorito de toda a internet <3.

O último ponto que eu gostaria de debater aqui é que acho que também amadureci um pouquinho em relação ao meu real propósito com o blog. Sim, seria meu sonho real oficial se um dia eu conseguisse transformar esse blog em algo profissional, e ter um retorno financeiro com ele. Eu tenho sim essa pretensão! Mas eu não quero criar um conteúdo comercial, preocupado sempre com o que vai render visualizações e likes, ou não. É lógico que eu quero investir também em posts de utilidade pública para as pessoas que me acompanham e que virão a me acompanhar, super me agrada a ideia de trazer um conteúdo diverso, mas aqui é muito mais para ser um espaço meu, no qual eu possa compartilhar as coisas da minha vida, minhas conquistas, minhas angústias, coisas bobas (ou não tão bobas assim) que estejam na minha cabeça, coisas essas que nem sempre serão do interesse de vocês. Mas eu realmente quero passar a minha verdade, e ser fiel ao meu propósito. Por isso eu sempre classifiquei o Papo de Matheus como um blog pessoal, a minha vida sempre foi a principal pauta aqui. Mas é claro que, embora esse seja o foco, continuarei intercalando com muito entretenimento, eventinhos, rolês turísticos, etc, já que são coisas que eu amo e que também fazem parte da minha vida e de quem eu sou. Pretendo trazer pra cá tanto formatos antigos de posts, que vocês já conhecem, quanto apostar em coisas novas. Quanto à periodicidade, não era e continua não sendo minha intenção voltar com grandes promessas, mesmo porque com a minha vida como está eu não daria conta de estar aqui sempre, mas conseguir manter um post dia sim dia não me deixaria extremamente satisfeito. Bom, pelo menos uma coisa eu posso garantir: um Matheuso afastado do blogzíneo por oito meses vocês não terão mais! HAHAHA

Ensaio fotográfico

Essas fotos lindonas que vocês estão vendo ao longo do post são de um ensaio que eu fiz especialmente pra divulgar o retorno do blog, afinal eu queria que fosse O comeback né, mores? 0/ Eu já tinha a vontade de fazer um ensaio fotográfico profissional já há um bom tempo, e achei essa a situação perfeita pra isso. No início do semestre, minha amiga linda Dandara andou postando umas fotos babadeiras nas redes sociais, claramente de um ensaio, e eu achei tudo tão lindo que fiquei bem curioso pra saber de quem eram as fotos. Daí quando eu realmente tava mais propenso a fechar o meu ensaio, pesquisei um pouquinho melhor e descobri que as fotos da Dandara eram de duas meninas (uma mais maravilhosa que a outra), Sara e Evelyn, que se conheceram na faculdade de Jornalismo, viraram amigas e fundaram a página Quatro Olhos. Elas fotografam ensaios e eventos com duas câmeras diferentes, cada uma com uma, simultaneamente, o que além de permitir cliques com ângulos e olhares bem diferentes, ainda garante uma quantidade maior de fotos (suuuper inovador, né nom? Umas empreendedoras dessas, bicho! Haha). Logo entrei em contato com as meninas, e poucos dias depois marcamos o ensaio, que foi feito no dia 24 de junho (um sábado), no Leblon, bairro da Zona Sul do Rio. Eu tinha como ideia um ensaio com uma pegada mais urbana, mais cidade grande, mostrando muitos prédios, carros, faixa de pedestre, a vida movimentada na cidade mesmo. Inicialmente eu havia pensado no Centro, que é onde estudo e tô sempre perambulando, mas as meninas deram a ideia do Leblon e eu super topei! No dia de fazer as fotos, marcamos lá no Leblon mesmo, ficamos quase três horas fotografando, foram três looks diferentes, e ainda trocamos figurinhas sobre a faculdade de Jornalismo (até professora em comum nós temos, olha só!). E, ah, elas cobram R$400 por duas horas de ensaio, mas também estão abertas a negociações a depender da proposta do cliente. Sara e Evelyn são maravilhosasss, foram super solícitas com tudo, e as fotos ficaram um HINO! Que ensaio HINÁRIO da porra!!! Eu ameyyy!!! O ensaio completo têm 150 fotos (!), mas coloquei mais algumas das minhas favs abaixo pra vocês…

 

E aí, quê que cês acharam do post? E das fotocasss? Eu tô curioso pra saberrr! Ao longo dos próximos dias pretendo trazer muito conteúdo legal procêis, mas me contem uma coisa: o que vocês esperam desse comeback do blog e que tipo de post mais querem ver por aqui? Me contem tudo nos comentáriosss! Beijos de luz! 😉

 

Continuo alimentando minha arte com carinho e carregando no coração a certeza (e não cobrança) de que estou seguindo em frente, desbravando novos territórios – Phellipe (Coisas Boas Acontecem)

Texto de despedida (ou ” até logo ”) a Salvador

setembro 17, 2016

Nesta última semana, meu coraçãozinho foi tomado por uma infinidade de sentimentos e eu acho que nunca estive tão emocionalmente instável como nos últimos dias. É que ao longo deles vivi uma sequência atípica de despedidas (ou ” até logos ”), cada uma com sua intensidade, expressividade e jeitinho característicos, mas todas elas, em comum, causando aquele apertinho no coração e aquele nózinho na garganta, que, sim, ainda permanecem bem aqui…

E eis que o motivo de todos esses sentimentos e de todas essas despedidas é que esta é oficialmente minha última madrugada em Salvador (sim, meus caros, vos escrevo de madrugada), já que em poucas horas estarei dentro de um avião cujo destino é uma nova jornada da minha vida, feita no Rio de Janeiro, minha tão querida terrinha natal.

Confesso que é beeem estranho imaginar que esse desejo imenso, que nunca deixou de existir em mim desde que mudei pra cá, há 6 anos atrás, está finalmente se tornando realidade. A essa altura, certamente o Matheus de 12 anos, aquele que veio pra capital soteropolitana com o maior bico do mundo por ter vindo contrariado e por ter sido obrigado a deixar o Rio pra trás, estaria pulando pelo quarto e dançando na frente do espelho feito um louco por poder retomar sua vidinha carioca novamente. Já o Matheus de 19 está com a felicidade e a esperança de que tudo dê certo nessa nova caminhada estampadas nos olhos, em contrapartida não consegue deixar de pensar o quanto o Matheus de 12 era ingênuo por não vislumbrar a mínima possibilidade de felicidade aqui. Que bom que ele estava absolutamente equivocado…

Apesar de eu sempre ter tido a consciência de que o meu cantinho no mundo é o Rio, Salvador me presenteou com coisas incríveis e dou graças a Deus por Ele ter tocado meu coração pra que eu começasse a me permitir viver tais coisas (inclusive o único arrependimento é o de não ter me permitido mais, muuuito mais). Foram 6 anos recheados de acontecimentos e momentos que jamais serão apagados da minha memória, de amizades que foram lindamente construídas e que quero levar pra vida inteira, de lições e aprendizados que talvez eu nem tivesse me deparado e de fato os incorporado caso não tivesse passado por esse processo de mudança… Foram 6 anos, 6 lindos anos, que tenho orgulho em poder dizer que ficarão registrados na minha história pra sempre!

Vou levar comigo, no coração, na memória e na mala, cada momentinho vivido. Lembrarei do meu primeiro aniversário comemorado aqui, no qual ganhei um bolo surpresa de Prestígio delicioso e vi meu coração sair pela boca ao perceber que junto ao bolo estava lá um ingresso pra assistir ao meu segundo show dos Jonas Brothers (minha banda favorita até hoje, apesar de já extinta); das minhas maratonas de estudo pra conseguir dar conta de todas as provas de Recuperação e não reprovar no final do ano; da sensação mega estranha ao me olhar no espelho e me deparar com um Matheus usando seu primeiro aparelho nos dentes (como em alguns dias doía!); da minha primeiríssima sessão de autógrafos com um autor específico e a minha introdução com tudo nesse universo literário; das minhas guerras de balões d’água na piscina com a primeira empregada que tivemos aqui em casa, Tati (<3); de quando eu subi no palco da formatura pra pegar o meu certificado de conclusão do ensino médio (nunca me canso de lembrar dos olhinhos orgulhosos de minha mãe e meu padrasto me acompanhando durante todo o tempo da cerimônia); das minhas séries intermináveis e exaustivas de mil e um tipos diferentes de nados nas aulas de natação; do meu primeiro dia de faculdade ao lado de uma das melhores amigas da vida (apesar de a experiência como um todo não ter sido tão incrível assim); da época em que eu queria porque queria transformar o sótão da minha casa em um estúdio de webshow estilo iCarly; das minhas repetidas e incansáveis sessões triplas de cinema com Carol; da luta que era pra conseguir pegar e prender meus porquinhos da índia de estimação quando eles ficavam soltos na grama; das resenhas e risadas altas dos almoços em família; da sensação de poder ao pegar a minha carteira de motorista… Ai, ai, só de listar e automaticamente reviver cada um desses momentinhos na memória já bateu uma saudade…

Maaas, como nada nessa vida é feito apenas de felicidades, esse período em Salvador também me rendeu uma série de acontecimentos ruins e extremamente desgastantes, tanto pra mim quanto pra minha mãe e meu padrasto, que sempre estiveram a par de tudo, mesmo que muitas das vezes à distância. Quando penso nesses acontecimentos negativos, deixo de lado as amizades que me decepcionaram e acabaram por se desfazendo, as desilusões amorosas, o primeiro assalto, e a primeira coisa que me vem em mente é uma das fases mais difíceis e complicadas que já vivi na vida, fase essa em que eu não tinha um resquício sequer de ânimo quanto aos estudos, fazendo com que minha situação escolar se tornasse um verdadeiro caos, por anos consecutivos. E esse período que fez parte da minha história em Salvador foi algo extremamente negativo, porque trouxe um puta desgaste financeiro, sobretudo emocional, pra dentro de casa, afetando diretamente minha mãe e meu padrasto, e minha vida como um todo. Por conta dessa fase acabei perdendo inúmeras oportunidades que teriam sido incríveis pra mim, em vários aspectos. Felizmente já superei essa fase quase que em sua totalidade, mas alguns efeitos colaterais dessa ainda afetam um pouco minha vida até hoje. O lado positivo de ter vivido todos esses acontecimentos ruins e de todo esse processo de ” quem sete vezes cai, levanta oito ” é que extraí de tudo uma série de aprendizagens e lições que levarei pra vida inteira. E o mais importante é que também pude crescer como pessoa.

E é justamente pra crescer ainda mais como pessoa, me descobrir, me reinventar, sair da zona de conforto, viver novas experiências, correr atrás dos meus sonhos é que estou retornando ao Rio de Janeiro. Quer dizer… Retornando, não. O Matheus de 12 anos encararia tudo isso como um retorno. Já o Matheus de 19 prefere encarar como um novo começo! E a Salvadô… A Salvadô sou extremamente grato por tudo o que vivi nessa cidade, por todos os melhores e piores momentos, por absolutamente tudo o que contribuiu pra ser exatamente quem eu sou hoje! A você, Salvadô, todo o meu amô! Isso não é uma despedida, é um ” até logo ”! <3

Matheus CarvalhoQuem escreveu? Matheus Carvalho

19 anos, estudante de Jornalismo da ESPM-Rio, cariopolitano, fascinado pela escrita, apaixonado por entretenimento, conectado (quase) o tempo todo e se mordendo de curiosidade pra saber o que você achou desse post (conta aí, vai 0/)...

Sobre reconhecer e valorizar as pequenas mudanças da vida

abril 27, 2016
Foto: Reprodução/Pixabay

Foto: Reprodução/Pixabay

Antes de ontem, eu e minha mãe fomos ao banco validar o meu primeiro cartão de crédito, que é algo que eu sempre quis ter, desde novinho. E isso me fez lembrar da época em que eu simplesmente adorava brincar de banco e de caixa registradora com os meus amigos, achava incrível poder atribuir um preço aos produtos que escolhíamos e me sentia um empresário importante pela quantidade de ” dinheiro de mentirinha “, como chamavam meus pais, que tinha em mãos. Achava tudo isso fascinante, mesmo não tendo praticamente noção alguma de dinheiro, o que mudou um pouquinho conforme fui envelhecendo (” não muito “, diriam meus pais hoje em dia, rs). O que surpreende é que de um acontecimento ao outro, nem parece que passou tanto tempo assim, ainda me lembro exatamente de como eu me sentia o máximo contando aquelas cédulas de papel (principalmente as de R$50 e R$100, rs). Mas esboçando os fatos em uma linha do tempo, é possível perceber que entre manipular dinheiro de mentirinha e ter o meu próprio cartão de crédito já se passaram mais de 10 anos! Dá pra acreditar? Pois é!

Ter o meu próprio cartão de crédito, apesar de ser algo que eu sempre quis e que considero extremamente útil, nunca me seduziu tanto quanto ganhar um celular novo ou fazer uma viagem à Disney, convenhamos. Mas reconheço que, de fato, isso seja mais uma das pequenas mudanças da vida que, conforme o passar dos anos, vão se tornando cada vez mais frequentes no nosso cotidiano. Mudanças essas que muitas das vezes não damos a atenção e, sobretudo, o valor que realmente merecem. Por isso acho importante e bem bacana quando conseguimos fazer essa ligação da mudança com algo relacionado que vivemos no passado, seja na infância, adolescência ou em qualquer outra fase da vida, acho que ajuda à valorizarmos passos pequenos e que possuem sua importância, que são inerentes à cada um de nós. Votar pela primeira vez em eleições políticas (lembra o quanto você gostava de acompanhar sua mãe no momento de ir à urna?), receber em mãos sua carteira de motorista (não passa pela sua cabeça as corridas de Fórmula 1 que você via seu pai vibrando enquanto assistia na TV da sala?), poder assinar uma ficha médica sem a presença dos seus responsáveis (isso não te remete à quando você surtou por poder usar caneta ao invés de lápis nas provas do colégio?), ou até mesmo ganhar o seu primeiro cartão de crédito (volte ao primeiro parágrafo do texto), não são coisas pelas quais sonhamos acordados ou perdemos noites de sono ansiosos para que aconteçam, mas são pequenos degraus que subimos na vida e que não devemos deixar passar em branco.

Esse texto é sobre isso. Sobre saber reconhecer e dar a devida atenção e valor à pequenas mudanças que vão surgindo no nosso dia-a-dia, o que se torna ainda mais frequente depois dos 18. Fazer uma ponte entre essas mudanças e acontecimentos relacionados do passado e encará-las como mini conquistas são iniciativas que tornam tudo ainda mais especial e real. Sim, real, pois quando deixamos que esses avanços conquistados por nós passem despercebidos, podem soar como se nem tivessem acontecido, o que às vezes pode ser uma droga. Por isso, sim, fico feliz por ter meu próprio cartão de crédito, assim como um dia fui muito feliz brincando com dinheiro de mentirinha!

Matheus CarvalhoQuem escreveu? Matheus Carvalho

19 anos, estudante de Jornalismo da ESPM-Rio, cariopolitano, fascinado pela escrita, apaixonado por entretenimento, conectado (quase) o tempo todo e se mordendo de curiosidade pra saber o que você achou desse post (conta aí, vai 0/)...

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