Sobre reconhecer e valorizar as pequenas mudanças da vida

Abril 27, 2016
Foto: Reprodução/Pixabay

Foto: Reprodução/Pixabay

Antes de ontem, eu e minha mãe fomos ao banco validar o meu primeiro cartão de crédito, que é algo que eu sempre quis ter, desde novinho. E isso me fez lembrar da época em que eu simplesmente adorava brincar de banco e de caixa registradora com os meus amigos, achava incrível poder atribuir um preço aos produtos que escolhíamos e me sentia um empresário importante pela quantidade de ” dinheiro de mentirinha “, como chamavam meus pais, que tinha em mãos. Achava tudo isso fascinante, mesmo não tendo praticamente noção alguma de dinheiro, o que mudou um pouquinho conforme fui envelhecendo (” não muito “, diriam meus pais hoje em dia, rs). O que surpreende é que de um acontecimento ao outro, nem parece que passou tanto tempo assim, ainda me lembro exatamente de como eu me sentia o máximo contando aquelas cédulas de papel (principalmente as de R$50 e R$100, rs). Mas esboçando os fatos em uma linha do tempo, é possível perceber que entre manipular dinheiro de mentirinha e ter o meu próprio cartão de crédito já se passaram mais de 10 anos! Dá pra acreditar? Pois é!

Ter o meu próprio cartão de crédito, apesar de ser algo que eu sempre quis e que considero extremamente útil, nunca me seduziu tanto quanto ganhar um celular novo ou fazer uma viagem à Disney, convenhamos. Mas reconheço que, de fato, isso seja mais uma das pequenas mudanças da vida que, conforme o passar dos anos, vão se tornando cada vez mais frequentes no nosso cotidiano. Mudanças essas que muitas das vezes não damos a atenção e, sobretudo, o valor que realmente merecem. Por isso acho importante e bem bacana quando conseguimos fazer essa ligação da mudança com algo relacionado que vivemos no passado, seja na infância, adolescência ou em qualquer outra fase da vida, acho que ajuda à valorizarmos passos pequenos e que possuem sua importância, que são inerentes à cada um de nós. Votar pela primeira vez em eleições políticas (lembra o quanto você gostava de acompanhar sua mãe no momento de ir à urna?), receber em mãos sua carteira de motorista (não passa pela sua cabeça as corridas de Fórmula 1 que você via seu pai vibrando enquanto assistia na TV da sala?), poder assinar uma ficha médica sem a presença dos seus responsáveis (isso não te remete à quando você surtou por poder usar caneta ao invés de lápis nas provas do colégio?), ou até mesmo ganhar o seu primeiro cartão de crédito (volte ao primeiro parágrafo do texto), não são coisas pelas quais sonhamos acordados ou perdemos noites de sono ansiosos para que aconteçam, mas são pequenos degraus que subimos na vida e que não devemos deixar passar em branco.

Esse texto é sobre isso. Sobre saber reconhecer e dar a devida atenção e valor à pequenas mudanças que vão surgindo no nosso dia-a-dia, o que se torna ainda mais frequente depois dos 18. Fazer uma ponte entre essas mudanças e acontecimentos relacionados do passado e encará-las como mini conquistas são iniciativas que tornam tudo ainda mais especial e real. Sim, real, pois quando deixamos que esses avanços conquistados por nós passem despercebidos, podem soar como se nem tivessem acontecido, o que às vezes pode ser uma droga. Por isso, sim, fico feliz por ter meu próprio cartão de crédito, assim como um dia fui muito feliz brincando com dinheiro de mentirinha!

Matheus CarvalhoQuem escreveu? Matheus Carvalho

19 anos, estudante de Jornalismo da ESPM-Rio, cariopolitano, fascinado pela escrita, apaixonado por entretenimento, conectado (quase) o tempo todo e se mordendo de curiosidade pra saber o que você achou desse post (conta aí, vai 0/)...

3 fotos: Case personalizada do blog, lua cheia na praia e filtro novo do snap

Abril 24, 2016

Aqui, nesta sessão fixa do blog, postarei os três acontecimentos destaques da minha semana através de três fotos referentes aos mesmos.

1 – Case personalizada do blog:

 

Na última quarta-feira (dia 20), finalmente recebi em casa uma encomenda que já estava esperando ansiosamente pela chegada há algum tempo, desde o início do mês. Após a finalização do layout do blog, desenvolvido pela querida Suzi do Cor Seletiva, pedi à ela que desenvolvesse uma arte especialmente para uma case personalizada do blog que eu já tinha em mente fazer há bastante tempo. Eu até poderia arriscar e fazer por conta própria, mas como eu sou péssimo com essa questão de design gráfico e queria que a case seguisse a mesma identidade visual do layout do blog decidi pedir à ela que fizesse, que foi tão fofa que além de ter feito um trabalho incrível, ainda não cobrou nada por isso! Amô demais por essa mulher! <3 O site que eu usei pra encomendar a case personalizada foi o Vou Colar, que vocês podem acessar clicando aqui. Fiquei sabendo da existência do site através de um vídeo que a Karol Pinheiro publicou em seu canal no Youtube no ano passado contando um pouco sobre a sua experiência com o site, que vocês podem assistir clicando aqui. Decidi conhecer a página e adorei o fato de eles permitirem que o próprio cliente faça download de suas fotos para serem estampadas em diversos produtos que o próprio site oferece como case para celular e tablet (vários modelos), adesivo, quadro, squeeze, caneca, camisetas e imãs. Fiquei supersatisfeito com a case personalizada que encomendei com eles, que não chegou tão rápido, apesar de dentro do prazo pré-estabelecido, mas com a arte que eu importei super bem definida e preenchendo todo o espaço da case, além de o material também ser de ótima qualidade. Tô apaixonado na minha nova case e super recomendo o site Vou Colar! 🙂

2 – Lua cheia na praia:

 

Apesar de morar há 5 minutos à pé da praia, não tenho o hábito de ir muito lá, no máximo umas 10 vezes por ano, porque não sou um grande fã de praia mesmo. Mas antes de ontem (sexta-feira), depois de chegar da viagem que fizeram ao Maranhão e à Tocantins, minha mãe, Angela, e meu padrasto, Miguel, me chamaram para ir à praia ver o nascer da lua cheia, o que inicialmente recusei por motivos de Gossip Girl (sim, sigo viciado, rs!), mas acabei topando ir. Foi legal caminhar com eles pela orla e assistir de fato a lua cheia nascendo, que estava bem bonita, mas, sei lá, eu não vejo tanta graça assim nesses fenômenos da natureza (exceto aurora boreal e neve, que ainda espero conseguir ver algum dia, hehe). Apesar disso, talvez de fato eu precise ir à essa praia que temos aqui perto mais vezes mesmo, nem que seja só pra sair de casa e tomar um pouco de ar, rs.

3 – Filtro novo do snap:

 

Agora no Snapchat é possível, além de fazer a clássica troca de rosto com alguém que esteja ao seu lado em frente à câmera frontal, selecionar uma foto do seu rolo da câmera ou galeria para fazer a troca de rosto. Esse novo filtro do aplicativo virou febre entre os usuários nesse final de semana, inclusive entre os famosos, como Anitta, que usou o filtro para trocar o rosto com o amigo e maquiador Renner e a cantora Rihanna, da qual é fã. Lógico que entrei na brincadeira e fiz a troca de rosto com personalidades e personagens como Zayn, Demi Lovato e Annabelle. O resultado vocês podem ver abaixo, rs! Conseguem me dizer quem são esses com quem troquei o rosto? Sim, é um desafio, hehe!

 

E aí, o que acharam do 3 fotos dessa semana? A case personalizada do blog não ficou um amô? Vocês tem o hábito de ir à praia mesmo que só pra dar um rolê ou espairecer a mente? Conseguiram adivinhar com quem troquei o rosto no novo filtro do snap pelos prints da foto acima, rs? Me contem nos comentários! Até o 3 fotos da semana que vem! Beijos! 😉

4 livros comprados e ainda não lidos que mais quero ler

Abril 24, 2016

Aproveitando o embalo do Dia Mundial do Livro, que foi comemorado ontem (23 de abril), decidi trazer à vocês um post que eu já penso em fazer aqui no blog há um bom tempo. Dessa vez falarei sobre os 4 livros que mais quero ler dos 22 que já comprei, mas que ainda não li. Sim, eu tenho em casa 22 livros comprados e ainda não lidos! Inclusive alguns deles já estão guardadinhos aqui há bastante tempo, desde 2013, o que às vezes me faz pensar na teoria de que talvez eu seja viciado em comprar livros e não em lê-los de fato, apesar de que ler sempre foi um dos meus hobbies favoritos! Alguns já comecei à ler, mas parei por não estar gostando do enredo, por ter priorizado ler algum outro livro ou por falta de tempo mesmo, outros ainda nem li o prólogo. Alguns ainda me deixam super instigados para conhecer a história e os personagens, outros nem tanto, e assim por diante. Ter essa quantidade toda de livros em casa que ainda não li me agonia um pouco, tanto que uma das minhas metas literárias que estabeleci para esse ano foi dar conta de ler todos esses livros até finalmente poder comprar novos, com exceção daqueles que serão lançados nesse ano e que PRECISAREI comprar, como esses que vocês podem conferir clicando nesse link aqui. Então, sem mais prolongas, vamos ver quais são esses 4 livros que já comprei e ainda não li que mais quero ler? o/

1 – Série Fazendo Meu Filme, da Paula Pimenta

A indignação de algumas pessoas ao saber que só estou assistindo a série Gossip Girl (de 2007) agora é praticamente a mesma quando ficam sabendo que ainda não li a série Fazendo Meu Filme, da Paula Pimenta (de 2008), uma das mais clássicas da literatura juvenil brasileira. E de fato não é um motivo para se orgulhar mesmo, rs! Conheci o trabalho da Paula em 2012, quando comprei e li o primeiro volume de Minha Vida Fora de Série, da mesma autora, sem indicação alguma, e só depois fiquei sabendo que ela já tinha escrito e publicado uma série de sucesso, Fazendo Meu Filme. Fiquei mais surpreso ainda quando descobri que Minha Vida Fora de Série era, na verdade, um spin-off de Fazendo Meu Filme, ou seja, como já li os três primeiros volumes de MVFS (o 4º e talvez último ainda não foi publicado), sei de muitos spoilers sobre o que acontece em FMF, mesmo sem ainda ter lido a série. Mas obviamente tenho super interesse em ler, até porque amo a escrita da Paula e amo MVFS! Não apenas tenho interesse como já comprei os 4 volumes de vez em uma liquidação mara que rolou na livraria Leitura do Salvador Norte Shopping em agosto do ano passado, acho que paguei nos 4 em preço de liquidação menos do que teria pago em apenas 2 se estivesse com o preço normal, ou seja, imperdível! Mas cadê que já li? Já ameacei algumas vezes, mas ler que é bom, nada! Espero poder fazer isso logo, pois não aguento mais esperar pra conhecer com detalhes a história da Fani e do Leo, que deve ser tão intensa e cheia de reviravoltas quanto a da Priscila e do Rodrigo, de MVFS! Fazendo Meu Filme em seus quatro volumes – A Estreia de Fani, Fani na Terra da Rainha, O Roteiro Inesperado de Fani e Fani em busca do Final Feliz -, publicados de 2008 à 2011 pela Editora Gutenberg, fala basicamente sobre a vida da adolescente Fani e sua relação com o mundo, família, amigos, amor, escola, sonhos e todas as outras coisas que geralmente fazem parte de alguém que vive nessa fase um tanto complicada da vida chamada adolescência. Clichê? Sim! Mas pra ser honesto, eu amo esse tipo de literatura! <3 Lidem com isso, hahaha!

2 – Trilogia Sábado à Noite, da Babi Dewet

Apesar de eu ter conhecido a Babi Dewet através do prefácio do livro Mais Uma Chance – O Amor Vai Te Buscar, parceria entre os autores Federico Devito (<3) e Gutti Mendonça, muito bem escrito pela mesma, por sinal, eu já ouvia falar da trilogia Sábado à Noite por aí já há um bom tempo. Sempre tive curiosidade em pesquisar mais sobre o livro, ainda mais sabendo que tinha como temática principal a música, mas como não era uma urgência, acabei postergando. O boom do meu interesse pela autora e pela trilogia veio mesmo quando fiquei sabendo que a Babi seria uma das autoras à fazer parte do projeto Um Ano Inesquecível, uma compilação de 4 contos passados nas 4 estações do ano, em parceria com outras autoras de peso, Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Bruna Vieira. Depois de ler o conto da Babi em UAI, O Som dos Sentimentos, passado no outono e tendo como protagonistas o maravilhoso casal Anna Julia e João Paulo, fiquei completamente apaixonado e surpreso com a escrita dela e fui logo buscar saber mais sobre Sábado à Noite. Eis que uma oportunidade de ouro surgiu: Depois de vir à Salvador em agosto do ano passado acompanhada de Thalita, Paula e Bruna para o lançamento de UAI, Babi retornou sozinha à cidade em outubro do mesmo ano especialmente para participar de um clube do livro sobre UAI e para realizar bate-papo e sessão de autógrafos referentes tanto ao UAI quanto à trilogia SAN. Óbvio que fui e óbvio que aproveitei a deixa para comprar de uma vez por todas a trilogia inteira e ainda tê-la autografada! Infelizmente ainda não li, como de praxe, mas pretendo o fazer assim que concluir Fazendo Meu Filme, que no momento é a minha prioridade master, hehe. Não sei muitos detalhes sobre a trilogia (e nem quero, afinal ainda não li), mas basicamente fala sobre dois grupos de jovens, um de meninas, centrado em Amanda, e o outro de meninos, centrado em Daniel, envolvendo muita música e provavelmente muitas confusões também, o que nunca tá em falta no mercado, rs. A expectativa é que Sábado à Noite seja uma experiência de leitura tão incrível quanto foi com o conto da Babi em Um Ano Inesquecível, ou melhor até. Sábado à Noite 1, 2 e 3, inicialmente idealizados como fanfics, são publicações da Editora Generale, que, aliás, não é mais a editora da qual Babi faz parte. Depois do sucesso de Um Ano Inesquecível, a autora assinou um contrato com a Editora Gutenberg, através da qual publicará mais livros, como a sua próxima trilogia, Cidade da Música, cujo primeiro volume possui previsão de estreia para esse ano ainda.

3 – Por Lugares Incríveis, da Jennifer Niven

Meu interesse pela leitura de Por Lugares Incríveis, da autora estadunidense Jennifer Niven, publicado no Brasil pela Editora Seguinte, veio através da publicação de uma foto do livro no Instagram da autora Isabela Freitas, dos fenômenos Não Se Apega, Não e Não Se Iluda, Não, que elogiou bastante a obra de Jennifer. Sem contar que achei a capa lindíssima e um tanto sugestiva, fiquei bastante curioso pra saber o que aquela imagem de um menino se jogando do topo de um prédio e uma menina estendendo a mão pra ele significava. Resultado: Comprei o livro, rs! O meu interesse por ele era tão grande que comecei à ler pouco tempo depois de ter comprado e cheguei até pouco antes da metade, se não me engano. A história, que conta a vida complicada de dois jovens complicados chamados Theodore Finch e Violet Markey, estava bastante interessante até que comecei à perceber que o enredo do livro não estava me agradando, as coisas estavam acontecendo muito devagar, acabei desanimando e o coloquei na geladeira, vulgo de volta na minha estante, rs! Nem o fato de o livro alternar o ponto de vista de Finch e Violet sobre as mesmas situações, o que achei bem legal, me levou de volta à leitura dele, mas espero poder fazer isso logo, já que achei a história realmente interessante e bem atípica. São basicamente dois jovens que se conhecem em uma situação extremamente depressiva e embaraçosa e através de um trabalho de Geografia, se abrem novamente ao mundo e descobrem juntos que um desperta no outro a vontade de viver, que antes de toda essa relação acontecer já não era tão grande assim de ambas as partes. Acredito eu que ainda vá me surpreender muito com essa história, só espero que o ritmo de acontecimentos se acelere um pouquinho, né? Oremos, rs!

4 – Cartas de Amor aos Mortos, da Ava Dellaira

Me apaixonei pela capa de Cartas de Amor aos Mortos, da autora Ava Dellaira, também publicado no Brasil pela Editora Seguinte, assim que o vi pela primeira vez na prateleira de uma dessas livrarias da vida por aí. Li a sinopse na contracapa e fiquei ainda mais apaixonado, já que pelo que li me parecia algo extremamente atípico, que não estou acostumado à ler, mas que ao mesmo tempo era do meu interesse. Não é aquele tipo de livro que eu compro logo de primeira, e sim levo um looongo tempo pra fazer isso (e quando faço), mas como o incluí na minha lista de desejos de um amigo-oculto literário que participei no ano passado com as minhas amigas do grupo Família Literária (<3) e foi esse que ganhei, da fofa da Amanda, que junto ao livro também me deu uma cartinha e uns brindes bem legais, tenho Cartas de Amor aos Mortos como um dos meus livros comprados e ainda não lidos aqui em casa. A história é basicamente sobre Laurel, jovem que encontra como forma de superar os problemas familiares que acontecem após a morte de sua irmã e de sobreviver ao primeiro ano em uma escola nova, escrever cartas à grandes personalidades que já morreram como Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, entre outros. O que acontece a partir daí é o que me deixa curioso pra saber e espero conseguir ler esse livro logo. Cartas de Amor aos Mortos super aparenta ser aquele tipo de livro que ou se ama ou se odeia, sem um meio termo, e, bem, espero ficar com a primeira opção, rs!

Outros livros comprados e ainda não lidos que tenho atualmente:

Além das séries Fazendo Meu Filme, da Paula Pimenta e Sábado à Noite, da Babi Dewet e dos livros Por Lugares Incríveis, da Jennifer Niven e Cartas de Amor aos Mortos, da Ava Dellaira, também fazem parte do meu grupo de livros comprados e ainda não lidos atualmente: A Esperança, da Suzanne Collins, Divergente, da Veronica Roth, A Garota Que Eu Quero, do Markus Zusak, Extraordinário, da R. J. Palacio, Will & Will – Um Nome, Um Destino, de John Green e David Levithan, Deixe A Neve Cair, de John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle, Quem é Você, Alasca?, do John Green, Mais Uma Chance – O Amor Vai Te Buscar, de Federico Devito e Gutti Mendonça, Simples Assim, da Martha Medeiros, Fala Sério, Irmão!/Irmã!, da Thalita Rebouças, Maus – A História de um Sobrevivente, do Art Spiegelman e Cultura – Um Conceito Antropológico, do Roque de Barros Laraia.

 

E aí, o que acharam das minhas escolhas dos 4 livros que tenho comprados e ainda não lidos que mais quero ler? Vocês já leram algum deles? O que acharam? Me contem nos comentários! Ah, e depois que eu terminar de ler posso resenhar sobre cada um desses livros pra vocês aqui, combinado? 😉

Precisamos falar sobre limite de dados em internet fixa

Abril 23, 2016
Foto: Reprodução/Google.

Foto: Reprodução/Google.

Nas últimas semanas uma polêmica à respeito da implantação de limite de dados em internet fixa no Brasil tem tomado boa parte dos veículos digitais de grande circulação e das redes sociais. Todo esse burburinho, que se faz extremamente necessário (entendam o porquê mais adiante), por causa do anúncio das principais empresas que oferecem serviços de telefonia e internet no Brasil, principalmente a Vivo (que comprou recentemente a GVT), a NET e a Oi, sobre a futura adesão de limite de dados em internet fixa. Não captaram? Então serei mais direto! Basicamente é o seguinte: Como se já não bastasse termos que nos restringir quanto ao uso de internet em nossos aparelhos móveis, como celulares e tablets, já que quando atingimos o limite de dados pré-estabelecido, a nossa rede tem a velocidade reduzida vertiginosamente ou até mesmo é cortada por completo, que é o que acontece na maioria dos casos, a ideia por trás dessas grandes empresas citadas anteriormente é tornar essa restrição real também na internet fixa, a de nossas casas, passando à cobrar o serviço por franquia e não mais por velocidade.

O problema é que os pacotes à serem oferecidos por tais empresas serão extremamente abusivos e absurdos, pois além de estarem oferecendo pacotes que possuem entre 10 e 130GB (gigabyte) por mês, que honestamente não dão pra praticamente nada e se tornam ridículos ao se pensar que em uma casa de família obviamente não se mora apenas uma pessoa, e sim geralmente 4, e que essas 4 podem estar conectadas com seus notebooks, celulares e tablets em uma mesma rede, as mesmas empresas ainda não oferecerão aos seus clientes a possibilidade de se ter uma internet com franquia de dados ilimitados, mesmo que pagando mais caro por isso – ou pelo menos ainda não anunciou esse tipo de pacote, sendo o mais próximo disso a opção de se ter 130GB por mês, plano oferecido pela Vivo, o que pode ser quase nada tendo em vista a quantidade de pessoas e suas necessidades.

A principal justificativa (desculpa, melhor dizendo) dessas empresas para aderir à essa nova forma de cobrança é a de que pessoas pertencentes às classes C e D estão pagando caro demais por um serviço que não utilizam tanto, o que segundo eles pode ser comprovado por uma média de cunho dos próprios. Beleza, mas e aquelas pessoas que usam mais, mais inclusive do que o pacote máximo que eles têm à oferecer, serão obrigadas à pagar preços insanos pelo serviço? Empresas como Vivo, NET e Oi, em suas notas de esclarecimento sobre o caso, usaram do argumento de que a cobrança de internet por franquia já é uma tendência mundial, o que não deixa de ser verdade, mas lá fora, na maioria dos países, há a possibilidade de se pagar para ter uma franquia de dados ilimitados, há preços justos e, de quebra, ainda há um serviço de velocidade e de atendimento infinitamente melhores se comparados aos do Brasil.

Acredita-se ainda que tudo isso possa ser um golpe orquestrado pelos principais responsáveis dos canais televisivos brasileiros, que a cada dia que passa tem perdido mais e mais telespectadores para formatos menos engessados, como o YouTube e o Netflix, que inclusive podem se tornar os mais restritos caso essa mudança vá adiante mesmo, já que são um tanto pesados e consomem bastante GBs. Ao que tudo indica, representantes desses canais de TV viram na implantação de limite de dados em internet fixa a grande oportunidade para terem seus telespectadores de volta, gerando assim mais dinheiro à suas empresas. E provavelmente também seduzidas pelo dinheiro, as grandes empresas de telefonia e internet decidiram compactuar com isso, gerando grande revolta entre seus clientes.

João Batista de Rezende, presidente da Anatel, órgão regulador das Telecomunicações no Brasil, jogou um balde de água fria em quem pensou que o órgão tomaria alguma providência contra a mudança, pelo contrário aliás, eles a aprovaram. Portanto, a única solução para que essa mudança não vá além é que o senado interfira nisso, e já houve declaração por parte dos mesmos afirmando reconhecer o problema e prometendo uma maior apuração. Caso não interfiram no caso ou não vejam problema algum nisso, a mudança será posta em prática a partir de 1º de janeiro de 2017.

Acho o que está acontecendo extremamente ridículo e desnecessário. Obviamente penso em mim e em todas aquelas pessoas que terão de ser comedidas com o YouTube e o Netflix, mas há casos mais graves à se pensar. E aquelas pessoas que dependem da internet pra trabalhar, que produzem conteúdo, que são universitárias através de ensino à distância, que fazem cursos online, ou mesmo que tenham o hábito de conversar diariamente no Skype com algum familiar ou amigo que está do outro lado do mundo? Terão que pagar preços demasiadamente incoerentes por isso? E outra, não temos mais liberdade para assistirmos ao que quisermos, o conteúdo que quisermos e no formato que quisermos? Isso é ridículo! E inaceitável! Portanto me juntei aos YouTubers e criadores de conteúdo que criaram e estão dando movimento à campanha #InternetJusta e decidi falar um pouco sobre o tema aqui no blog. Clicando aqui vocês encontram uma matéria sobre o tema do portal Olhar Digital, que esclareceu bastante coisa sobre o assunto pra mim, e abaixo estão 3 vídeos super coerentes e inteligentes que encontrei no YouTube sobre a mesma temática, vale à pena assistir:

 

E aí, o que acharam do post e dos vídeos que indiquei? E qual é a opinião de vocês sobre o limite de dados em internet fixa? Me contem nos comentários, quem sabe não possamos fazer um grande debate sobre o assunto? 😉

 

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